sexta-feira, 10 de junho de 2011

É campeão!





Hoje, finalmente, a ficha caiu. Eu vi o Vasco conquistar mais um título! Antes eu só conseguia rir, comemorar, chorar de felicidade e gritar o que estava entalado na minha garganta há oito anos: É CAMPEÃO!
Desde a infância esse clube faz parte da minha vida, por isso já vi a conquista de outros campeonatos de maior expressão, como Brasileirão, Libertadores, a extinta Mercosul. Porém, apesar da Copa do Brasil ser um título "menor", onde o maior feito, para muitos, é uma vaga na Libertadores do ano subsequente, esse campeonato teve um gosto todo especial.
Logo no primeiro jogo, véspera do meu aniversário (23/02), recebi a primeira parte do meu presente: goleada de 1x6, fora de casa, sobre o Comercial do Mato Grosso do Sul, que eliminou o jogo de volta. Depois veio o empate de 0x0 com o ABC em Natal, mas em São Januário, como sempre, na presença dessa maravilhosa torcida, passamos com 2x1. Mais uma etapa concluída e fomos à Pernambuco enfrentar o Náutico. De lá saímos com outra vitória: 0x3. Com isso, praticamente já tinhamos passado de fase e em São Januário, num jogo fraco, ficou o 0x0.
As quartas de final, com certeza, foi uma das fases mais sofridas. O primeiro jogo, na Arena da Baixada, ficou no 2x2. Em São Januário, eles abriram o placar e graças ao Elton (que ora detono e ora amo! haha) o empate veio aos 38 do segundo tempo. Veio a semi final e mais um jogo sofrido. Desta vez, o primeiro foi em São Januário e para o meu desespero o Avai abriu o placar. Mas, graças a Deus, conseguimos um empate com um gol de pênalti. Após o jogo eu sempre ouvia: "O Vasco deu mole!", "O Vasco já está eliminado!". Só que graças ao gol contra do Révson e outro do Diego Souza, calamos a boca de muitos "secadores".
Fomos pra final. E quem controlava a minha ansiedade? Pra mim, foram as duas semanas mais longas da minha vida. O placar magro em São Januário (1x0), do primeiro jogo, a princípio me deixou ainda mais aflita. Mas depois percebi que era mais uma motivação para o time saber que não estava nada ganho e eles deveriam partir pra cima! Alguma coisa sempre me dizia que o campeonato era pra ser nosso. Até mesmo na noite anterior à decisão eu havia sonhado com o Fernando Prass levantando a taça. Não sei se era pressentimento ou otimismo de torcedora mesmo, haha.
Eis que chegou o dia 08 de junho de 2011. Para aumentar a minha alegria e emoção, recebi um e-mail dizendo que minha mão foi uma das 1923 escolhidas para serem estampadas no muro de São Januário, pela campanha Eu Abro Mão! (leia mais sobre ela aqui). Mas, foi só o primeiro choro do dia, hahaha. E a noite, chegou a grande decisão. No primeiro gol, do Alecsandro eu comemorei e gritei até não poder mais. Depois, infelizmente, tive que me conter com os gols do Coritiba. No segundo tempo, mais um gol do Vasco, desta vez de Éder Luis. Tudo indicava que o título já era nosso, afinal, eles tinham que fazer dois pra reverter o quadro. Mas ai veio o terceiro gol do Coxa e meu desespero. Nos últimos 10 minutos eu estava igual ao Felipe no banco de reservas, de cabeça baixa, sem querer ver nada. E a nossa muralha Fernando Prass segurando tudo, contendo a pressão imensa que o Coxa estava fazendo. Foi então que, felizmente, após aquela prorrogação longa, eu pude soltar o grito de campeão. E a continuação do meu presente de aniversário veio quatro meses depois. O choro, a euforia, a gritaria se estenderam até o outro dia! Nem o recalque dos rivais, que ainda insistem em arrumar argumentos para desmoralizar o nosso merecidíssimo título, conseguiram me abater.
Eu só tenho a agradecer à diretoria do Vasco, que tanto foi cobrada neste ano pelo péssimo começo de temporada, à toda comissão técnica, aos meus guerreiros, que em campo lutaram até o fim pra trazer mais um título pra essa imensa torcida bem feliz. E acima de tudo, parabéns ao torcedor vascaíno, que assim como eu, não deixou de apoiar e amar o clube, em qualquer situação. De fato, o sentimento NUNCA vai parar. Graças a Deus, eu sou VASCO DA GAMA, o clube com a história mais linda do mundo.


Por Bruna Oliva