segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Enredo teatral na melodia de Los Hermanos

Muitos dos fãs de Los Hermanos têm apreço pela música Pierrot. Pode ser pelo som contagiante ou até pelos diferentes ritmos presentes em apenas uma música. Porém, por trás de mais uma canção do primeiro CD do grupo, é explorado um enredo teatral.

A música é inspirada na conturbada história de amor do casal Pierrot e Colombina, que surgiu no estilo teatral Commedia dell’Arte, criado no século XVI, na Itália. A história conta que eles eram amigos de infância. Pierrot sempre foi apaixonado por Colombina, sem ela saber. Um dia, o trovador Arlequim chegou a cidade e roubou o coração da moça. Ambos fugiram e Pierrot, deprimido, só chorava de saudades da amada. Mas, a história teve um final feliz. Em seus pertences, Colombina encontrou uma carta em que Pierrot revelava seu sentimento. Emocionada, percebeu que tinha deixado seu verdadeiro amor para trás. Assim, Colombina voltou a cidade e se casou com Pierrot.

Até hoje a história é retratada no carnaval italiano, mais precisamente em Veneza. O enredo, interpretado pelo triangulo amoroso, é visto nas marchinhas, máscaras e fantasias, no geral.


Pierrot no DVD LH no Cine Íris


O DVD Los Hermanos no Cine Íris, gravado em 2004, representava a turnê do álbum Ventura, o terceiro da banda. Apesar da música estar no repertório do primeiro CD, a plateia não se conformava em deixar de ouvi-la e pedia: “Pierrot, Pierrot”. Para atender o gosto do público, o guitarrista, Rodrigo Amarante confirmou: “Vamos tocar uma música fora do protocolo”.


Durante a música, que pode ser considerada uma marchinha de carnaval (moderna, é claro) o guitarrista toca pandeiro durante a apresentação. Ao final, quando é enfatizada a tristeza do protagonista da canção, o público vibra ainda mais. Após o vocalista Marcelo Camelo cantar o trecho “E o Pierrot...”, é entoado pelos fãs, aos gritos: “Chora!”. A mim, como mais uma fã da banda, ficou apenas a vontade de estar naquele meio.



Link de acesso ao clipe da música Pierrot no Cine Íris


Por Bruna Oliva

Análise do longa "A pessoa é para o que nasce"


Três irmãs idosas, todas cegas, andavam pelas ruas de Campina Grande tocando ganzá e cantando diversas canções a fim de conseguir algum trocado para ajudar nas despesas. O que a história de Maria, Regina e Conceição, mais conhecidas como Maroca, Poroca e Indaiá, respectivamente, poderia lembrar ao povo brasileiro? A precária aposentadoria dada aos nossos idosos? Ou talvez um apelo às autoridades quanto a miséria do Nordeste? Quem acompanhou o longa A pessoa é para o que nasce, com certeza sentiu algo a mais do que isso. O filme se tornou uma mescla de sensações no público, seja pela tristeza, emoção, indignação.


O sofrimento das “ceguinhas” de Campina Grande não era apenas na rua, por conta de conseguirem míseros trocados, que mal ajudavam a manter a casa. Mas, no próprio âmbito familiar, com a morte do pai, elas tiveram que sustentar toda a família e o novo namorado da mãe com o dinheiro ganho nas ruas. A história se resume em uma frase, que elas mesmas dizem: “O feio trabalha para o bonito comer”.


Mas, quem pensa que a vida delas sempre esteve a mercê do sofrimento, está enganado. Mesmo com as dificuldades financeiras, nunca perderam o ânimo para cantar a vontade de seguir na vida. Isso se torna ainda mais nítido quando uma mulher pergunta a Maroca, na igreja, se elas iriam receber algum dinheiro com as filmagens. Ela simplesmente respondeu: “Se quiserem dar, tudo bem. Se não, não tem problema”.


Com a notoriedade que a produção do filme estava gerando, os holofotes da mídia se viraram para as irmãs. O auge foi a apresentação que fizeram no Festival Panorama Percussivo Mundial (Percpan), de 2000, onde subiram ao palco com Gilberto Gil. O sucesso foi traduzido nos elogios que receberam de muitos dos presentes. “Nunca pensei que fosse receber tanto carinho”, confirma Maroca em uma das cenas.


A parte mais polêmica do longa foi passada ao final. As irmãs aparecem numa praia e, como sempre cantando. Após a cantoria, tiram a roupa e vão nuas para o mar. Mas, no contexto, será que a cena é realmente motivo para polêmicas e criticas? Isso serviu apenas para mostrar a inocência que ainda faz parte da vida de Maroca, Poroca e Indaiá. E a nudez não foi nada perto de tudo o que a produção explorou e desvendou sobre suas vidas e demais intimidades.



Maroca: a protagonista das protagonistas


O filme coloca as três irmãs como personagens principais. Mas, é possível perceber que o destaque foi dado para Maroca. Ela foi a única das irmãs que se casou. E, justamente por conta disso, passou por sofrimentos amorosos, os quais foram abordados no filme. Um deles acabou incluindo Poroca e Indaiá. Ao final do filme, ela diz que guarda um ressentimento das irmãs, uma vez que elas foram amantes de seu falecido marido. Ela confirmou com a frase: “Eu não sei odiar, mas tenho mágoa”.


Além disso, o desprezo de sua filha, Maria Dalva, é apontado como outro fardo para Maroca. A menina, ainda criança, foi adotada e levada para outra cidade. Quando Dalva completou 9 anos, voltou a morar com a mãe e as tias. Ela, que antes era uma menina carinhosa e obediente, com o tempo se tornou grossa e ignorante.


Alguns anos depois, Dalva começou a namorar Ismael e o levou para morar na nova casa das irmãs “ceguinhas” – comprada com o dinheiro ganho nas apresentações. Até mesmo uma mensagem subliminar mostra a falta de respeito da menina pela mãe e as tias. Em várias partes da casa, como janelas e portas, ela escreveu “Ismael & Dalva”, mostrando o desdenho com uma casa comprada com o dinheiro suado de Maroca, Poroca e Indaiá.


Por Bruna Oliva

Associação dos Violeiros de Muriaé: representação da música caipira na cidade

Meio a estilos musicais contemporâneos e passageiros, que estão cada vez mais presentes no cotidiano do brasileiro, a música caipira ainda se mantém firme. Em Muriaé, Antônio Carlos da Rocha, José Querilo de Lourena (Zé Olavo), João Paulo de Souza e a dupla Waldecir e Adlley representam o estilo através da Associação dos Violeiros.

A Associação surgiu em 25 de setembro de 2005. A princípio, o grupo começou com 10 pessoas, entre violeiros e apenas interessados na música. Hoje, já são 40 filiados. Segundo Antônio Carlos, para ser um membro da Associação a pessoa deve gostar de música, mas não precisa necessariamente saber tocar. “O filiado pode ajudar também em nossas apresentações”, confirma.

As melodias se traduzem na história do homem rural. É um tipo de música perene, mantida meio aos estilos musicais efêmeros que costumamos ouvir diariamente. Além das composições próprias, os violeiros também incluem famosos, como Almir Sater e Renato Teixeira, no repertório.

Os violeiros se apresentam para o público muriaeense todo primeiro domingo de cada mês, no Clube da Maioridade. Além disso, conduzem o programa “Levanta Sertão”, veiculado na Rádio Atividade todos os sábados, de 6h às 8h, onde tocam ao vivo.

Através da Lei Alcyr Pires Vermelho, de Incentivo a Cultura, foi aprovado o Projeto Viola Viva. O projeto deu maior visibilidade à Associação dos Violeiros de Muriaé, fazendo com que eles se apresentassem na tradicional Exposição Agropecuária da cidade, em 2010.


Notoriedade dos violeiros

O sucesso da Associação dos Violeiros de Muriaé se estendeu até mesmo para fora da cidade. Em 2008, participaram no programa “Terra Padroeira”, veiculado em um canal fechado da TV Aparecida, em São Paulo. Já em 2009, se apresentaram no programa “Brasil Caipira”, da TV Câmara de Goiás, além de participações na Rádio Aparecida e no programa “Manhã Sertaneja”, em São Paulo.

Na Zona da Mata, acontece anualmente o Festival de Gastronomia e o Fest Viola, no pequeno distrito de Piacatuba, pertencente à Leopoldina. Neste ano, na 8ª edição do Fest Viola, o violeiro Zé Olavo levou o primeiro lugar, com a canção “Identidade Caipira”.



Por Bruna Oliva

Bolero de Ravel: obra francesa mais tocada no mundo


Pode-se dizer que é impossível não associar o compositor e pianista francês Maurice Ravel a famosa melodia instrumental Bolero. Isso porque é considerada a obra francesa mais tocada no mundo. Segundo palavras do próprio Ravel, Bolero é uma peça para orquestra sem música.

Com um tom baixo, aumentando proporcionalmente até chegar a intensidade máxima, a instrumentação deixa no ar um sentimento de luta, persistência, até, definitivamente, alcançar o objetivo.

A obra de Ravel foi composta em 1928, originalmente para um ballet, atendendo a um pedido da dançarina russa Ida Rubinstein. A estreia aconteceu em 22 de novembro do mesmo ano, na Ópera Garnier, em Paris. Uma das dançarinas foi a própria Rubinstein, que causou polêmica devido a sensualidade da coreografia.

Por Bruna Oliva

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

04 de outubro - Dia Mundial dos Animais


Hoje, 04 de outubro, é o Dia Mundial dos Animais! Além disso, nesta data celebra-se também o dia do santo padroeiro deles, São Francisco de Assis. Parabéns aos nossos amigos mais fiéis e leais!

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Blog Entrelinhas

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Trabalho desenvolvido por alunos do 6º período de Comunicação Social/Jornalismo da Faminas, para a disciplina de Telejornalismo II, ministrada pela professora Lara Linhalis. Equipe: Bruna Oliva, Mariana Teresa, Marlons Fintelman.

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Crítica feita por mim:

Analogias futurísticas e a perda da autonomia humana

É comum o Fantástico, exibido aos domingos a noite pela Rede Globo, incluir pautas futurísticas em sua programação. Geralmente exploram novas pesquisas de estudiosos internacionais, aparentemente para passar à população a ideia de maior credibilidade. Mas, a matéria veiculada no dia 19 de setembro, que fala sobre os eletrodomésticos que vão “bombar” – expressão usada pelo âncora – em 2050, foi realizada com pesquisadores brasileiros. Como toda matéria futurística do “Show da Vida”, tenha a essência americana ou brasileira, não passa de uma analogia. De fato, não há uma comprovação de que isso um dia acontecerá, ainda mais no ano de 2050, ao certo. Por enquanto, são apenas estudos e promessas.

Considerando que toda tecnologia ao surgir repentinamente atinge, a princípio, às classes mais altas. Suponhamos que no ano idealizado estes eletrodomésticos comecem a aparecer, serão acessíveis à população? Em momento nenhum a matéria fala de possíveis valores destas novas invenções. Portanto, qual a utilidade da matéria à população em geral? Ainda mais que o programa é exibido em horário nobre, aos domingos e, consequentemente, dedicado a todas as classes.

O espelho do futuro é praticamente uma releitura do guarda-roupa mostrado no filme “As Patricinhas de Beverly Hills”, lançado em 1995. A protagonista Cher Horowitz, interpretada por Alicia Silverstone, escolhe uma roupa para ir à escola e um computador, acoplado ao móvel, informa se as peças estão combinando ou não. A princípio, a “cobaia” do estudo – e personagem da matéria – fica entusiasmada com a ideia de um espelho que a ajudasse a escolher o melhor modelito. Porém, nem ela gostou da roupa escolhida pelo objeto “sabichão”. O repórter ainda tenta sair pela tangente com a resposta da entrevistada, falando que logo a nova tecnologia vai compreender o que a pessoa quer. Além disso, não traz nenhum argumento que comprove uma possível compreensão da máquina e já muda para outro assunto.

Quando a família escolhida vai conhecer a “casa do futuro” a produção planeja uma situação em que dois irmãos estão no mesmo cômodo, mas em atividades diferentes. O irmão jogando vídeo-game e a irmã navegando na internet pelo notebook. Posteriormente, os dois se juntam ao redor de uma mesa computadorizada e depois em um jogo em frente a TV. E o repórter deixa uma pergunta no ar: “Será que no futuro ficaremos mais próximos”? Próximos sim, já que estão no mesmo espaço e compartilhando do mesmo objeto. Mas a interação humana, de fato, não existirá, pois toda a atenção continuará sendo dada à tecnologia.

Aparentemente, segundo a matéria, a cozinha será um dos cômodos com maiores interferências dos eletrodomésticos futurísticos. A geladeira vai programar o que falta e logo mandará um e-mail para o supermercado pedindo mais produtos. A vontade humana, onde fica nessa história? E se a pessoa, seja por qualquer motivo, não quiser mais consumir o produto faltante?

Outra utilidade da cozinha – não especifica qual eletrodoméstico – é reconhecer se a pessoa está utilizando farinha em vez de açúcar. Não seria mais fácil a pessoa ficar atenta para não trocar os produtos? Ou então ter o “cansativo trabalho” de olhar a embalagem? Com toda essa mordomia, a autonomia humana poderá ser perdida. Afinal, se a máquina faz tudo, para quê se preocupar?

Ainda na cozinha, o repórter afirma que restos de comida serão transformados em fertilizantes. Isso, segundo várias pesquisas, é chamado de “reciclagem inteligente”, pois diminui satisfatoriamente a emissão de gás CO2 na atmosfera e gera benefícios ao meio-ambiente. Finalmente, um assunto que merece devida atenção, já que é de utilidade pública. Mas, não teve. No geral, a matéria se preocupou mais em mostrar a comodidade que teremos com os eletrodomésticos futurísticos, partindo para o interesse privado e não para o interesse público.

Ao final da matéria aparenta que tudo acontecerá em um passe de mágica. Se tivermos fome, um capacete terá o poder de ler nossos pensamentos e mandar a ordem para uma cozinha que irá preparar o alimento. A ideia conclusiva é uma analogia de que a máquina será comandada a fazer tudo e, por fim, tomará o lugar da autonomia humana.

Matéria analisada
Telejornal: Fantástico
Data de exibição: 19 de setembro de 2010


segunda-feira, 13 de setembro de 2010

domingo, 18 de julho de 2010

Carta aberta aos jovens - Por Augusto Cury

Foram quase dez milhões de exemplares nesta década no país e, se cada exemplar é lido por mais três a cinco pessoas, há um número maior de leitores. Sou um eterno aprendiz, não me sinto merecedor desse sucesso. Mas, diante dele, gostaria de fazer um apelo intelectual, em especial aos jovens, em todos os países onde este livro for publicado: precisamos ler mais. Já sabemos da importância dos livros para a formação do ser humano, mas precisamos também ter convicção da importância da imprensa.


Estou particularmente preocupado com o futuro dos jornais. Em muitas nações, ele tem perdido espaço na era da internet. Alguns talvez não sobrevivam, o que poderá trazer grandes consequências. A necessidade de novos leitores é vital. Explico-me.


A herança que estamos deixando para as gerações futuras é péssima. Nas próximas décadas ocorrerão cada vez mais catástrofes naturais devido ao aquecimento global. Disputas internacionais, aumentos excessivos do preço do petróleo, dos alimentos e outros produtos básicos. Um barril de água poderá valer tanto ou mais que um barril de petróleo. A questão não é se vão acontecer esses fenômenos, mas quando e com que intensidade. Se num determinado momento toda a população mundial entrar no padrão de consumo da classe media, provavelmente será preciso outro planeta Terra para atender as necessidades. A conta não fecha. É preciso um desenvolvimento sustentável que preserve as próximas gerações. Na realidade, somos hóspedes e não proprietários deste belo planeta azul.


Como preparar a juventude para os graves problemas que enfrentará? Como equipá-la para minimizar as loucuras que nós adultos temos cometido? Os livros e as escolas são fundamentais nessa formação? Sim! Mas eles não conseguem acompanhar na plenitude as rápidas mudanças do mundo globalizado: econômicas, políticas, nos conflitos internacionais, na política ambiental, novas tecnologias. Num mundo globalizado, com problemas globais e mudanças rápidas, é necessário atualizar o conhecimento frequentemente. Nesse aspecto, os jornais diários e as revistas informativas são insubstituíveis.


O conhecimento é a única ferramenta que nos retira da condição de servos do sistema social e nos torna autores da história, pelo menos da nossa história. Em minha opinião, os jovens de hoje e do futuro não poderão ser repetidores de ideias, mas pensadores. Precisarão se nutrir com um cardápio de conhecimento para desenvolver a consciência crítica, a solidariedade, o altruísmo, a capacidade de pensar antes de reagir, de pensar a longo prazo, de expor e não impor ideias, de se colocar no lugar dos outros, de respeitar as diferenças e ser um consumidor responsável. Precisarão libertar a criatividade para dar respostas inteligentes aos graves problemas que hoje se desenham. Precisarão se tornar seres humanos sem fronteiras, capazes de pensar na família humana e não apenas no solo em que seus pés pisam. O corpo de conhecimento oferecido pelos grandes jornais, embora necessite ser completado, pode contribuir para esse desenvolvimento.


Quem dera nas escolas de ensino médio e universitário lessem, debatessem e assimilassem temas relevantes levantados e discorridos pela imprensa. Espero que os jovens, bem como os adultos, descubram cada vez mais o prazer de folhear um jornal. É um ritual mágico. Um brinde a liberdade de imprensa e a expressão do pensamento. Um brinde aos futuros líderes que sonham e batalham por um mundo melhor.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Oficina da Alegria

A rotina do grupo que tem o objetivo de levar alegria e apoio aos leitos de hospitais
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Há algum tempo já sabia da existência do movimento Oficina da Alegria, um grupo de animação hospitalar de Muriaé. E, quando surgiu a oportunidade de fazer mais uma reportagem para a disciplina de Redação III, me veio esta pauta em mente.

Desde o início da disciplina, eu deveria exercitar mais o olhar e a sensibilidade, já que ao final dela teria de ser feita uma matéria literária. Mas encontrava dificuldades, uma vez que os professores sempre batiam na mesma tecla, de que os textos jornalísticos devem ser objetivos e diretos. Então, para “curar o meu vício” de ser muito objetiva – ainda mais neste tema que permite uma amplitude maior – decidi fazer uma matéria literária sobre o movimento.

Liguei para o idealizador, Adilson Duarte, para falar sobre a matéria e um dia que poderia acompanhá-los. Atencioso, marcou para o dia 03 de maio, às 20h, no Hospital São Paulo. Eu sabia que acompanhá-los ia acabar me sensibilizando e despertando o olhar jornalístico mais amplo. Mas, não fazia ideia do quanto.


A sensibilidade começara a fluir

Antes do horário marcado eu já estava no hospital para visitar meu avô, que tinha acabado de fazer uma cirurgia. Fiquei na janela os esperando. Quando chegaram, desci até a recepção, e lá estava o grupo. Todos estavam com os rostos pintados. Uns vestidos de palhaço, outros apenas com a camisa do Oficina da Alegria, branca, com escritos coloridos e um palhaço ao meio. O idealizador Adilson Duarte, era o mais fantasiado. Vestido de “médico palhaço”, trajava um jaleco com o emblema do movimento, sapatos de palhaço e uma maleta. Assim que cheguei, ele abriu a maleta, semelhante à de médicos, e me entregou vários papéis com textos de apoio e orações.

Cerca de 10 minutos depois, começaram a cantar músicas evangélicas, com um dos integrantes tocando violão. Eram nítidos os olhares curiosos e as expressões de: “Quem são esses cantando em pleno hospital?”. Ao longo do percurso até o elevador e, ao som da melodia, eram distribuídos os mesmos papéis que recebi.

Chegando ao 5º andar, onde ficam os pacientes com convênios particulares e planos de saúde, as portas dos quartos, aos poucos, iam se abrindo para ver o grupo passar. Entraram no primeiro quarto ao final do corredor, uma suíte master, onde estava uma idosa. Ela já estava internada há três meses e, inclusive, nas semanas passadas havia recebido a visita do grupo. Falava com dificuldade, mas o sorriso em seu rosto demonstrava a alegria em vê-los. Sua acompanhante, uma enfermeira do HSP, disse: “Ela estava esperando ansiosamente a visita de vocês de novo”.

De longe, fiquei observando a expressão de felicidade daquela senhora e o grupo, que continuava cantando. Aos poucos, fui me aproximando da cama. Ela segurou a minha mão, ficou me olhando e sorrindo por algum tempo. Começamos a conversar e, balbuciando, ela disse que adorava visitas e estava muito feliz com mais uma presença. Meus olhos se encheram de lágrimas ao longo da conversa. Mas, segurei ao máximo. Ela precisava de sorrisos e não de lágrimas. Disse também que era espírita, mas mesmo assim gostava de ouvir os cânticos evangélicos e orações do Oficina da Alegria. Após mais um tempo de conversa, me despedi e fui junto com o grupo para outro quarto.

Quando saíram do quarto, a acompanhante daquela idosa disse que, no mesmo corredor, estava uma paciente com depressão. Ela havia sido abandonada pelo marido e pelos filhos. Estava sem previsão de alta, uma vez que seu quadro permanecia estável. Então, junto ao grupo, fui até o quarto dela, em frente ao posto dos enfermeiros. Tinha cerca de 40 anos, estava sentada na cama, com a perna enfaixada e a cabeça baixa. Ao ver o grupo chegar, logo ergueu a cabeça.

Ficou calada, apenas observando-os cantar. Quando a música já estava no final, fechou os olhos e começou a chorar. Uma das integrantes chegou perto, acariciou seus cabelos e a abraçou. Nesse momento, me perguntei: “Até aonde vai a crueldade do ser humano?”. Após a música, Adilson pediu que fizéssemos uma roda de oração, pela cura daquela mulher. Mesmo não sendo evangélica, entrei na roda e rezei. Mais uma música foi cantada, com ela acompanhando a melodia, de olhos fechados. Ao final da visita, Adilson prometeu que na, quarta-feira, voltaria com um CD de músicas as quais o grupo cantava. Ela sorriu e agradeceu a visita.

Para a surpresa do idealizador do Oficina, quando ele levou o presente na quarta-feira à noite, recebeu a notícia de que ela havia recebido alta pela manhã. Os enfermeiros disseram que seu semblante triste melhorou satisfatoriamente após a visita do Oficina da Alegria. No outro dia, já estava animada e com boas expectativas para “reconstruir” sua vida.
Infelizmente, aconteceu um imprevisto e tive que ir embora. Não poderia ficar até o final e ir a todas as alas do HSP. Mas, já tinha marcado outra data e, na próxima vez, iria acompanhá-los também em outro hospital da cidade. Apesar do pouco tempo junto deles, já foi um ensinamento para a minha vida e minha futura profissão. Meu olhar jornalístico amplo e a sensibilidade estavam fluindo.


O começo de tudo

O médico norte-americano Patch Adams foi o precursor de animações hospitalares. Desde os anos 60, começou a levar as alegrias do mundo circense aos hospitais, especialmente às alas infantis. Em 1972, criou o Instituto Gesundheit, que atende pacientes gratuitamente. Sua história, inclusive, foi retratada no filme “O Amor é Contagioso”.

A iniciativa de Patch inspirou também outros movimentos pelo mundo afora. No Brasil, um dos mais conhecidos é o Doutores da Alegria. O trabalho foi iniciado por Wellington Nogueira, que já fez parte do movimento americano de Michel Christensen, outro precursor de animação hospitalar. Quando voltou para o Brasil, em 1991, trouxe a ideia, que começou no antigo Hospital e Maternidade Nossa Senhora de Lourdes, hoje Hospital da Criança, em São Paulo. Atualmente, possuem sedes regionais, nas cidades de São Paulo, Belo Horizonte e Recife.

Em Muriaé, tudo começou há seis anos. Ao levar o pai a uma sessão de quimioterapia, na Fundação Cristiano Varella, Adilson teve a ideia de iniciar um trabalho, inspirado em animações hospitalares existentes no mundo. Como é de uma igreja evangélica, que sempre realiza trabalhos sociais, ele contatou os outros membros e montaram o Oficina da Alegria. Hoje, visitam os hospitais da cidade duas vezes por semana. Nas segundas-feiras, vão ao Prontocor e ao Hospital São Paulo e, nas terças-feiras, à Fundação Cristiano Varella.

Para não deixar a sensibilidade aflorar em alguns casos, principalmente os terminais, Adilson conta que, antes de cada encontro, fazem uma oração, em busca do controle emocional. “Temos que chegar sorrindo e cantando, não deixando em momento algum transparecer a tristeza”.


Visita em outro hospital

O meu desejo era que o segundo dia de acompanhar o Oficina da Alegria fosse na Fundação Cristiano Varella. Porém, por conta de burocracias para conseguir autorização, acabou não dando certo. Então, marquei com Adilson de ir ao Prontocor, no dia 31 de maio, e depois seguir com eles até o HSP.

Cheguei ao Prontocor um pouco antes do horário marcado e fiquei na recepção esperando. Quando chegou, Adilson – vestido da mesma forma do primeiro dia – me apresentou a outra idealizadora, Adriana Gouvêa, que até então coordenava apenas os encontros na Fundação. Notei que tinham mais pessoas do que o primeiro encontro que participei. Minhas impressões estavam certas. Logo me falaram que aquele dia era o primeiro de mais quatro integrantes. Ainda acanhados e tímidos, estavam apenas com rostos pintados.

O roteiro pelo Prontocor começou na enfermaria, onde havia poucas pessoas. Apenas foram distribuídos os papéis com textos de apoio e orações. Antes de subir para o segundo andar, onde ficavam os pacientes conveniados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), dois médicos pararam Adilson. Ambos elogiaram o movimento e notavam uma mudança eficaz no quadro dos pacientes após as visitas. Disseram também que sempre encontravam os papéis distribuídos ao lado das camas, que os pacientes sempre liam e reliam.

Quando chegamos ao segundo andar, fomos para o maior quarto, onde estavam cerca de 15 pacientes e seus familiares. Enquanto alguns integrantes distribuíam os textos, Adriana contava uma história bíblica de apoio. Depois, voltaram a cantar. Uns, assim como eu, só observavam. Outros, cantavam junto. Os próximos quartos da enfermaria eram pequenos. Não havia nem espaço suficiente para um conforto maior dos pacientes, quanto mais para nós. Então, dividiram-se grupos, repetindo o mesmo ritual de canto e entrega de papéis.

O quarto andar, destinado aos pacientes de convênios particulares e de planos de saúde, estava com apenas cinco quartos ocupados. E nenhum recebeu a visita do Oficina da Alegria. Todos eram recém-operados ou não podiam ter contato com barulhos. Ao final do corredor, estava uma criança com sua mãe. Quando viu Adilson e seu traje circense, começou a chorar. “Ele tem medo de palhaço”, afirmou a mãe. Mas, quando Adilson tirou o nariz e o chapéu, logo parou de chorar e abriu um sorriso. Após o percurso completo no Prontocor, partimos para o HSP.


A volta ao HSP e uma expectativa

Além de acompanhar o Oficina da Alegria naquela noite de segunda-feira, eu também tinha outro objetivo: reencontrar aquela idosa, da suíte master, que tanto me sensibilizou na última ida.
Quando paramos no estacionamento, uma das integrantes disse: “Hoje o Hospital está lotado, olha quantos carros!”. E, realmente, era verdade. Lá mesmo, começaram a cantar e logo se viam as janelas dos quartos se abrindo. Parecia que os acompanhantes procuravam decifrar de onde estava vindo o som. O ritual de visitas era o mesmo do primeiro dia: cantar o tempo todo e distribuir textos de apoio.

No quinto andar, à medida que o grupo passava, eu os acompanhava, ansiosa para chegar ao quarto da idosa. Quando, finalmente, chegamos não era ela que estava lá. Perguntei a uma das integrantes do grupo, se lembrava dela. Ela me disse que sim, mas que já há um tempo não a via mais pelo hospital. Minha expectativa foi “por água abaixo”, como diz a expressão popular. Mas preferi não pensar no que podia ter acontecido e continuei seguindo o movimento.

Desta vez, fui ao quarto andar. Assim que ouviam o som da melodia, acompanhantes e enfermeiros apareciam ao corredor para ver o grupo. Todos os leitos, de todos os quartos estavam ocupados. Os olhares de piedade dos pacientes logo se tornavam de alegria e, mesmo com dificuldades, procuravam ler o que estava escrito nos papéis distribuídos.

Uma das enfermeiras falou a Adilson sobre uma jovem, que tinha tentado suicídio, e estava internada. Ela, inclusive, já havia tentado anteriormente e recebeu alta após uma visita do Oficina da Alegria. “Ela foi até no meu trabalho agradecer a força”. Adilson só não esperava que a garota tentasse, novamente, tirar sua vida tomando soda cáustica. Ao chegar ao quarto, notei que, no criado-mudo, ao lado da cama, estava uma foto dela com as amigas, aparentando estar feliz. Nem parecia a mesma pessoa. Balbuciando, pediu uma música e uma oração para que adiantasse sua recuperação. Com a bíblia nas mãos e em todo o momento de olhos fechados, cantou e orou. Quando o grupo estava se despedindo, ela disse que queria muito acompanhá-los quando estivesse finalmente recuperada.

Após as demais visitas aos quartos e corredores do HSP, nos reunimos, demos as mãos e fizemos uma oração. Posteriormente, cada integrante faria um pedido ou comentário sobre algo do encontro. Quando terminaram, pediram que eu falasse um pouco do que achei do movimento. Agradeci a atenção de todos e afirmei que estava muito satisfeita em ver o trabalho voluntário realizado por eles. Por fim, disse que esperaria voltar logo, já que além de ser uma excelente pauta, também despertou a minha sensibilidade, que até então estava intocável por conta da objetividade jornalística.



Por Bruna Oliva
Sob revisão da professora Adriana Passos

quarta-feira, 16 de junho de 2010

A vez do atendente

Além dos consumidores, o telemarketing também é estresse constante para os atendentes
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Algumas pessoas têm traumas quando se fala em atendimentos por telefone. Quem nunca precisou de uma informação com urgência ou cancelamento de algum serviço nos call centers e escutou a famosa frase em tom de gerúndio clichê: “Vou estar te repassando para outro setor”? Além disso, também é comum receber ligações de operadores de telemarketing oferecendo produtos ou serviços.

Atualmente, o telemarketing gera mais de 700 mil empregos diretos. É considerado o segundo setor que mais emprega no país, só perdendo para o comércio. Em contrapartida, é o campeão de reclamações e um dos mais estressantes, não só para os consumidores, mas também para os próprios atendentes. Isso é devido à severa cobrança dos supervisores para o alcance de metas e a exaustão de repetir sempre o mesmo script para atender ou vender, sem falar do estresse e ansiedade dos próprios clientes, que acabam os contagiando.

É o que confirma a ex-operadora de telemarketing ativo, Juliana Correa. A pressão psicológica e as exigências cada vez maiores em adquirir clientes foi o que impulsionou a sua saída do ramo.“Às vezes, quando não dava conta, os superiores até agiam de forma grosseira”. Hoje, ela está fazendo acompanhamento psicológico e terapia ocupacional, devido aos traumas que ficaram da antiga profissão.


Desgostos e estresses da profissão

Vários fatores regem os desgostos com a profissão. O cumprimento do tempo de ligação é um deles. Os atendentes de call centers são instruídos a atender os clientes no menor tempo possível. Com a nova lei dos call centers, que entrou em vigor há pouco mais de um ano, foi proposto que o cliente tenha obrigatoriamente o contato de até um minuto com o atendente.

No telemarketing ativo, os operadores recebem metas diárias ou mensais de vendas. Juliana Correa também cita outro problema associado ao telemarketing: o preconceito das pessoas. “Quando eu ligava, muitas vezes, inventavam desculpas para não atender”.

Para tentar controlar o estresse causado pela profissão, a psicóloga Vivian Ligeiro afirma que ter uma atividade paralela ao trabalho e que dê prazer auxilia no controle da mente. Além disso, exercícios físicos amenizam os desconfortos musculares, já que a pessoa fica boa parte do dia em uma única posição. Para os cuidados com a voz, o ideal é beber muita água e comer maçã constantemente. A fruta funciona como “limpeza natural” da boca e da laringe.

Repercussão da lei dos call centers

Além do atendimento em até um minuto, na nova lei dos call centers o famoso repasse de setor ou transferência de ligação também foi abolido. Entretanto, as recomendações são válidas apenas para os serviços regulados pelo governo, como empresas de telefonia, energia e de transportes aéreo e rodoviário.

Apesar de ter entrado em vigor há pouco mais de um ano, a lei não surtiu efeito para muitas empresas. As de telefonia fixa e móvel ainda lideram as reclamações gerais. Operadoras de celular têm 29,6% de insatisfação, enquanto as de telefonia fixa, 24,21%. Os principais problemas ainda questionados pelos clientes são as dificuldades de acesso e cancelamento de serviços.

Há cerca de dois meses, a jornalista Aliris Fintelman contatou sua companhia telefônica para mudar de plano. Ligou várias vezes e os atendentes não davam respostas claras e objetivas, apenas transferiam a ligação para outro setor. Ela, que também já foi atendente de telemarketing receptivo, acredita que a falta de acesso a determinados dados do sistema dificulta a solução imediata de certos problemas dos clientes.

De acordo com o coordenador do Programa Municipal de Defesa do Consumidor (Procon) de Muriaé, Jaci Oliveira, o órgão não pune diretamente os atendimentos que não foram eficazes. Na verdade, tenta solucionar o problema em questão que não foi devidamente resolvido ao telefone. Assim, a reclamação será estudada e, se for procedente, a empresa será notificada para uma audiência de conciliação, como uma maneira de auxiliar o cliente a conseguir os seus direitos.


A preparação dos atendentes

No ramo do telemarketing existem dois tipos de operadores: receptivo e ativo. Os atendentes receptivos são aqueles que recebem chamadas dos clientes da empresa na qual trabalham. Eles são encarregados de indicar ou solucionar problemas, de forma que o cliente fique satisfeito. Por outro lado, os ativos são responsáveis por ligar para as pessoas, seja para comprar ou vender produtos ou serviços.

Devido à grande demanda do mercado de trabalho por profissionais de telemarketing, estão surgindo cada vez mais cursos para o aperfeiçoamento na área. Pela internet já é possível encontrar cursos a distância, oferecendo o mesmo conteúdo de aulas presenciais. Ao final, é feita uma prova e, mediante o resultado, a pessoa recebe o certificado em casa.

O recrutamento de atendentes de telemarketing nas empresas é um caminho longo e com etapas a serem cumpridas. De acordo com a coordenadora de telemarketing da Fundação Cristiano Varella, Rosemary Souza, a partir dos currículos enviados, o setor de Recursos Humanos agenda as entrevistas. Posteriormente, os candidatos são submetidos a testes psicográficos e práticos, orientados por uma empresa de consultoria de telemarketing.

Durante as ligações, os atendentes recebem scripts, ou seja, um roteiro que facilita a organização e a condução daquele atendimento. Além disso, eles também melhoram a habilidade de lidar com o cliente e, consequentemente, a execução do trabalho.


Reportagem por Bruna Oliva
Sob edição da professora Adriana Passos

A vida, nos detalhes

Li o texto A vida, nos detalhes, de Carlos Chaparro pela primeira vez estudando para uma prova de Redação III. E, sinceramente, foi um dos mais bonitos que já li.
Organizando minha pasta, o encontrei e li novamente. Vejo o quanto o mesmo me ajudou a despertar meu olhar jornalístico, que hoje já se tornou mais ampliado, em comparação com a objetividade cobrada nos períodos passados.

A vida, nos detalhes

A minha formação jornalística iniciou-se, sem que o soubesse, quando, cinquenta e alguns anos atrás, no idealismo da militância operária em que andei envolvido na juventude, agucei a sensibilidade para a captação dos pequenos fatos do cotidiano, no ambiente onde vivia e trabalhava. Saber “olhar e ouvir” era a base do nosso trabalho de reflexão militante. Nas discussões, havia um método que orientava a construção de conexões entre as ocorrências observadas pelo grupo. Tratava-se de um processo extraordinariamente lúcido de elaborar sentidos e significações na leitura do mundo real. E que tornava possível descobrir como, nos fatos corriqueiros do dia a dia, se manifestavam as mais complicadas contradições do mundo operário – e isso dava rumo às lutas por transformações.

Graças a essa educação militante, aprendi a observar detalhes, e a lhes atribuir complexidades, entendendo-os como manifestações de realidades ocultas.

Isso me ajudou a ser repórter obsessivamente observador. E a cedo descobrir que, sem a riqueza descritiva dos detalhes, não há como dar vida, nem beleza, à narração de ações e emoções humanas, nossas arte. Porque a vida se revela nos detalhes. Quem não os capta deixa escapar a vida.

Talvez esteja aí, na renúncia aos detalhes, ou na incapacidade de entendê-los, o mal maior da reportagem, no atual cenário do jornalismo brasileiro. E eis aí o assunto que proponho à reflexão.

Para ajudar à discussão, aproveito, em trechos, um texto maravilhoso de Helen Keller, que alguém tempos atrás me enviou. Trata-se de um pequeno e precioso ensaio, publicado há pouco mais de 70 anos não Reader’s Digest (Seleções).

Sem poder enxergar nem ouvir o mundo, Helen Keller inventou formas de o ver e sentir, e de com o mundo dialogar intensamente, para aperfeiçoá-lo. Cega e surda desde bebê, ela viveu 88 anos (1880-1968). Aprendeu a ler, a escrever e a falar, diplomou-se com louvor, em 1904, pelo Redcliffe College (Cambridge) e tornou-se conferencista e escritora de referência, autora dos livros A história de minha vida (1903) e O diário de Helen Keller.Vale a pena aprender com ela.


Modos de cegueira

O ensaio publicado na Seleções começa assim:

“Várias vezes pensei que seria uma benção se todo o ser humano, de repente, ficasse cego e surdo por alguns dias, no princípio da vida adulta. As trevas o fariam apreciar mais a visão, e o silêncio lhe ensinaria as alegrias do som.”

“De vez em quando”, continua, “testo meus amigos que enxergam, para descobrir o que eles veem. Há pouco tempo, perguntei a uma amiga, que voltava de um longo passeio pelo bosque, o que ela observara. ‘Nada de especial’, foi a resposta.”

“Como é possível, pensei, caminhar durante uma hora pelos bosques e não ver nada digno de nota? Eu, que não posso ver, apenas pelo tato encontro centenas de objetos que me interessam. Sinto a delicada simetria de uma folha. Passo as mãos pela casca lisa de uma bétula ou pelo tronco áspero de um pinheiro. Na Primavera, toco os galhos das árvores, na esperança de encontrar um botão, o primeiro sinal da natureza despertando após o sono do Inverno. Por vezes, quando tenho muita sorte,pouso suavemente a mão numa arvorezinha e sinto o palpitar feliz de um pássaro cantando.”

Mais adiante, Helen Keller desenvolve o exercício de imaginar o que gostaria de ver, se pudesse enxergar ao menos três dias.

“No primeiro dia, gostaria de ver as pessoas. (...) Não sei o que olhar dentro do coração de um amigo pelas ‘janelas da alma’, os olhos. Só consigo ‘ver’ as linhas de um rosto por meio das pontas dos dedos. Posso perceber o riso, a tristeza e muitas outras emoções. Conheço meus amigos pelo que toco em seus rostos. Como deve ser mais fácil e muito mais satisfatório para você, que pode ver, perceber num instante as qualidades essenciais de outra pessoa, ao observar as sutilezas de sua expressão, o tremor de um músculo, a agitação das mãos.”

E Helen nos provoca:

“Será que já lhes ocorreu usar a visão para perscrutar a natureza íntima de um amigo? Será que a maioria de vocês, que enxergam, não se limita a ver por alto as feições externas de uma fisionomia e se dar por satisfeita?”

***

E agora pergunto eu: por onde andam os olhos e a sensibilidade dos repórteres de hoje, que não conseguem (naturalmente, com as devidas, porém raras exceções) captar dos seus entrevistados nada além do nome e da idade? Nem com a fala se preocupam, já que para o registro do que é dito existe o gravador.

E assim se perdem, para a narração, a beleza e a significância das entonações, das ênfases, das expressões, do ritmo, do estilo, da articulação entre falas e gestual, dos enlaces entre a pessoa e o ambiente.


Acordar a criatividade

Nas fantasias de Helen Keller, o segundo dia de visão seria dedicado à observação da natureza – em especial, o milagre da noite se transformando em dia, depois de, na véspera, ter rezado por um pôr de sol colorido. E visitaria museus, para “avaliar o mérito as linhas, da composição, da forma e da cor”. Iria também ao teatro, ao cinema, na esperança de ver “a figura fascinante de Hamlet”, ou “o tempestuoso Falstaff”, em cenários elizabetanos. E para captar em plenitude a graça de uma bailarina, que a cegueira só vagamente lhe permitia imaginar.
O terceiro dia seria passado no mundo do trabalho e dos negócios.“

A cidade seria o meu destino. Primeiro, numa esquina movimentada, apenas olhando para as pessoas, tentando, por sua aparência, entender algo sobre o seu dia a dia. (...) Tenho a certeza de que o colorido dos vestidos das mulheres, movendo-se na multidão, deve ser uma cena espetacular.”

E termina assim a mensagem de Helen Keller:

“Eu que sou cega, posso dar uma sugestão àqueles que veem: usem seus olhos como se amanhã fossem perder a visão. E o mesmo se aplica aos outros sentidos. Ouçam a música das vozes, o canto dos pássaros, os possantes acordes de uma orquestra, como se amanhã fossem ficar surdos. Toquem cada objeto como se amanhã perdessem o tato. Sintam o perfume das flores, saboreiem cada bocado, como se amanhã não sentissem aromas nem gostos. Usem ao máximo todos os sentidos; gozem de todas as facetas do prazer e da beleza que o mundo lhes revela pelos vários meios de contato fornecidos pela natureza (...).”

***

Temos aí um belo roteiro para despertar e sacudir a criatividade jornalística, que a cultura dos manuais de redação anestesiou e deseducou. Ah! Como o hábito desses exercícios faria bem aos que têm a responsabilidade da narração jornalística!


sexta-feira, 11 de junho de 2010

Jornalista que é jornalista tem que escrever tudo

Acostumados com o estilo objetivo e direto, sempre pautado pelos professores, estudantes dos cursos de jornalismo, geralmente, levam um “susto” quando têm o primeiro contato com o jornalismo literário. Mas, ao longo do que vai conhecendo e praticando, acaba se tornando prazeroso.

O estilo, que tem o intuito de associar a narrativa jornalística à literária, surgiu muito antes do que se imagina. No final do século XIX e começo do XX, o jornalismo literário já era praticado, por conta do perfil dos jornais da época. Porém, com a modernização e o desenvolvimento da industrialização, o modelo objetivo – o qual mais lidamos nas faculdades – tomou espaço. A volta do jornalismo literário aconteceu entre os anos 60 e 70, com o New Journalism, que teve como principais precursores os estadunidenses Gay Talese, Tom Wolfe, Norman Mailer e Truman Capote.

Mas, afinal, jornalismo e literatura não são distintos? Um não prega a verdade absoluta e o outro permite a ficção? Essa é uma das constantes dúvidas quando se pensa em jornalismo literário. Na verdade, o “novo” estilo não é para “burlar as leis” do jornalismo, como testemunho do real e imparcialidade. O que deve ser levado em conta são aspectos literários durante a produção do texto. Isso é, não preocupar-se com a forma, mas sim com o conteúdo. Assim, a estética do texto é recuperada, tornando-se mais subjetivo, com o olhar voltado também para detalhes, muitas vezes passados desapercebidos em textos objetivos.

Contudo, deve-se ter cuidado para não extrapolar algumas regras básicas do jornalismo. Por ser um texto com uma maior liberdade durante o processo de produção, alguns estudantes acham que podem demonstrar suas impressões e gostos de forma explícita, o que não é verdade. Portanto, nada de colocar um adjetivo sem depois explicar porque foi utilizado.

Embora seja importante lidar com a objetividade, o jornalista capacitado deve saber diferenciar e estar apto a produzir qualquer tipo de texto jornalístico. Apesar das novas mídias optarem por cada vez menos caracteres, o texto mais elaborado ainda deve ser valorizado. E quem não fica com aquela sensação de “dever cumprido” após ter produzido um texto mais aprofundado? Com certeza, não é com a mesma intensidade de redigir um mais objetivo.



Artigo por Bruna Oliva
Sob revisão da professora Adriana Passos

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Boletim Colina, especial Guerreiros do Almirante

Programa de rádio feito em outubro de 2009, sobre a barra brava Guerreiros do Almirante, que surgiu no intuito de apoiar incondicionalmente o Vasco da Gama.

Produção e locução: Bruna Oliva
Edição: Luiz Cláudio
Coordenação: Prof. Rogério Silveira



Caso não esteja disponível para ver acima, clique aqui
e será encaminhado para ao Youtube.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Uh, pula aê, deixa o caldeirão ferver!

Apesar do resultado mediocre contra o Palmeiras, São Januário estava lindo domingo!

Torcida mega fanática, cantou o jogo todo, apoiou incondicionalmente. Valeu a pena cada minuto de viagem gasto para ver o show nas arquibancadas.

Agora só falta o time acordar e voltar a lutar como um Gigante!


sexta-feira, 14 de maio de 2010

Boato destruidor

Difamado e humilhado devido a falsas informações em um veículo de comunicação, Rafael Bueno conta a história que mudou sua vida
________
Quem diria que falsas informações acabariam com a carreira do bem sucedido empresário do ramo de brinquedos educativos, Rafael Bueno? Ele, que sempre foi avesso a publicidades e jornalistas, por um azar do destino se tornou mais uma vítima de boatos originados do mundo da comunicação.

Tudo começou quando sua esposa, a dentista Clotilde Pedrosa Bueno, se matou. Um mistério rondava o caso, uma vez que ela não estava doente e muito menos atravessava algum tipo de crise. Apenas sofria de insônia e sempre tomava meia pílula de um ansiolítico para dormir. No entanto, um dia, tomou um frasco.

Por Rafael ser um empresário conhecido, dono da famosa empresa de brinquedos educativos, Brincando, diversos jornalistas e colunistas faziam especulações sobre o que teria originado o suicídio de sua mulher. Mas, fingia que não ligar e nem aceitar possíveis atos de solidariedade e compaixão.

Um dia, como outro qualquer, tocou o telefone de seu escritório. Este era o telefonema que prometia mudar, aos poucos, a sua vida por completo. Era Helena Beltrão. Mais uma jornalista querendo entrevista. Rafael tentou se esquivar, mas, ela insistia, dizendo que admirava seu trabalho e queria fazer uma matéria para sua revista semanal. Inclusive, seria uma maneira para que os boatos que cercavam a morte de sua esposa finalmente acabassem. Vencido pela insistência, o empresário acabou a recebendo em seu escritório no dia seguinte, pela manhã.

Como combinado, lá estava Helena no local e horário marcado. Para Rafael, era jovem, bonita e de rosto confiável. Começando a apuração, ela perguntou sobre sua formação, trabalho e prêmios que havia recebido pelos brinquedos didáticos que projetou. Depois, queria saber como conheceu sua falecida esposa. Emocionado, começou a descrever. A jornalista percebeu e achou melhor continuar no dia seguinte, de forma que Rafael ficasse mais a vontade.

No outro dia, a conversa fluiu melhor. O empresário simpatizava cada vez mais com a jornalista. Trocavam e-mails constantemente. Com o tempo, estes foram ficando mais íntimos. Trocas de carinho como “Querida Helena” e “Querido Rafael” começaram a acontecer. Ela começou a revelar algumas intimidades de sua vida. Chegou até a falar que, quando casada, se apaixonou por outro homem e se tornou amante dele durante algum tempo. Então, Rafael respondeu que todas as pessoas casadas sentem atração por outra pessoa. Além disso, complementou que algum dia todos enganam os cônjuges, não havia ninguém que não fizesse isso.

Durante uma de suas entrevistas, Helena sugeriu que elas fossem realizadas à noite, na casa de Rafael, já que por ele ser um homem muito ocupado, ela ficava constrangida de tomar seu tempo no escritório. Na casa do empresário, a jornalista procurava ser o menos invasiva possível. Até para olhar fotografias espalhadas pelos móveis ela pedia permissão.

Rafael sempre ficava muito a vontade ao conversar com Helena. “Sempre fui um homem lacônico, me expressava melhor escrevendo. Com ela me tornei loquaz, um ‘tagarela’, quase”, afirmou. Ao ser perguntado sobre os vizinhos, o empresário disse que tinha uma relação amistosa com todos, exceto com a moradora do mesmo edifício, Mercedes Silvano.

Em mais um dia de entrevistas, Helena sugeriu que Rafael lhe mostrasse seu quarto. Não vendo problema algum, ele a levou. Helena ficou maravilhada com o local e ao sentar na cama, começou a se insinuar discretamente para o empresário. Até que, finalmente, ela falou que estava apaixonada por ele e logo o agarrou e o beijou. Rafael conseguiu se desvencilhar e, mentindo, disse que não sentia o mesmo desejo por ela. Ele afirmou que a admirava e queria que fossem amigos para sempre. Entretanto, era notório que Helena não queria apenas amizade. Quando Rafael perguntou quando iam se ver novamente, ela respondeu de uma forma “seca” que não havia mais necessidade de entrevista. O empresário mal sabia o que ainda estava por vir.

Após uma semana, no momento em que Rafael estava projetando um brinquedo, sua secretária Elvira de Souza abriu a porta e o entregou uma revista a qual ele era capa. Era a revista semanal de Helena. Curioso para ver como havia ficado a matéria, se assustou diante do título “Violento e devasso”. O texto dizia absurdos sobre o empresário. Dentre eles, que Rafael admitiu em um e-mail para a repórter – que inclusive estava transcrito em uma das dez páginas da matéria – que adultério era algo comum e aceitável. Sua vizinha, Mercedes Silvano, também deu entrevista e afirmou que o empresário era um homem violento e devasso, que sua falecida mulher sofria muito e a causa do suicídio com certeza partiu disso. Além disso, ela mentiu dizendo que ele odiava crianças e os pais eram todos “imbecis” ao acreditarem na propaganda da Brincando. Por fim, Helena afirmou que Rafael, em uma das entrevistas, a levou a força para o quarto e a estuprou.

Diante de todas as informações pavorosas e falsas divulgadas pela jornalista, que parecia idônea e com caráter, Rafael ficou perplexo. Logo ligou para o advogado de confiança, Alexandre Duarte, que foi as pressas para seu escritório. Ao analisar as informações e entrar em contato com alguns entrevistados, o advogado acreditava ser impossível provar a falsidade da acusação de Helena. Os porteiros declararam que ela havia ido à casa de Rafael inúmeras vezes, sendo que na última saiu com o vestido rasgado e falando que o empresário era um tarado. Além disso, mesmo a vizinha Mercedes Silvano confirmando a mentira em sua declaração, ela não havia bens e uma ação indenizatória contra ela não daria em nada. Rafael Bueno, dono da famosa Brincando, estava desmoralizado. Vendeu a fábrica e se tornou, de fato, um recluso.

Cerca de dois meses após o incidente lamentável, Rafael recebeu um telefonema. Era Helena. Arrependida, ela chorava e dizia: “Foi uma canalhice o que fiz com você. Estou sentindo nojo de mim mesma”. Inclusive, havia saído da revista e queria encontrar com ele para pedir perdão. Rafael acabou concordando e marcaram um encontro para o dia seguinte. Chegando ao local combinado, ele se deparou Helena. “Estava acabada, irreconhecível. Não aparentava ser a mulher tão bonita que conheci”, disse. Ela suplicava por perdão, chegou até a se ajoelhar. Rafael perdoou e voltaram a ser bons amigos. Após o encontro, Helena assumiu perante a justiça que o que aconteceu realmente. Atualmente, responde um processo por calúnia e difamação. Ele acredita que fez o certo, uma vez que defende a ideia que a mulher apaixonada é capaz de tudo.


Por Bruna Oliva
Releitura jornalística do texto Helena, de Rubem Braga

Partiu, São Januário!

Após sete meses, voltarei ao meu caldeirão! Será neste domingo, jogo Vasco x Palmeiras. Embora o time paulista esteja passando por uma séria crise, é uma equipe de tradição nacional e por isso merece o devido respeito.
Nada de salto alto, nada de anunciar vitória antes da hora. Nós temos que LOTAR o estádio, APOIAR e CANTAR o jogo todo! Vamos demonstrar o quão fanáticos e apaixonados somos pelos nosso Gigante da Colina!

Gostei muito da fala de nossa muralha, Fernando Prass, ao portal globoesporte.com, que está reescrita abaixo:

"Isso pode ser um diferencial. Nessas 37 rodadas que faltam, a torcida pode ter certeza de que vamos lutar. Temos exemplo de times que, com o apoio da torcida, se superaram em campo. Não tem como negar que São Januário vai ser importante. Tenho certeza de que esse campeonato vai ser muito equilibrado, então vamos precisar deles e tentar corresponder em campo."

De São Janu, eu gritarei ao mundo inteiro... O sentimento nunca vai parar!

sexta-feira, 30 de abril de 2010

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Você sabia que este é o ano da biodiversidade?

Devido aos desastres ecológicos e o número exacerbado de animais em extinção, a Organização das Nações Unidas (ONU) dedicou 2010 para ser o Ano Internacional da Biodiversidade, com o objetivo de conscientizar as pessoas em relação ao meio ambiente. Mas será que a população está ciente disso? O assunto é devidamente tratado nos meios de comunicação? Aliás, você sabe o que é biodiversidade?

Este tema, que é pouco discutido, define a diversidade entre os seres vivos, ou seja, a variedade de vida na Terra. Atualmente, estima-se que no mundo existam entre 10 e 50 milhões de espécies animais e vegetais. Além disso, a biodiversidade está em constante evolução. Segundo pesquisas, 99% das espécies que já viveram na Terra hoje estão completamente extintas.

O Brasil é heterogêneo. Não só em questão cultural e étnica, mas também em diversidade biológica. Temos a maior biodiversidade do planeta. Abrigamos aproximadamente 20% de todas as espécies conhecidas no mundo. Em contrapartida, apesar de ser o país que mais abrange a biodiversidade, é também o campeão de desmatamento. São perdidos aqui por ano 3,1 milhões de hectares de área florestal. Por conta disso, estamos em quarto lugar entre os maiores emissores de gases de efeito estufa do planeta.

Diversos fatores contribuem para ameaças à biodiversidade. A extensão das áreas urbanas e industriais, juntamente com a poluição, e exploração indevida de determinadas espécies são fatores decisivos que contribuem para o aumento da extinção das espécies. Estima-se que, se a ação do homem continuar da mesma forma daqui pra frente, em 30 anos entre 5% e 10% das espécies de vegetais habitantes de florestas tropicais estarão extintas.

Reiterando o Ano Internacional da Biodiversidade, a prioridade é a proteção e preservação das espécies. No Brasil, é esperado que o desmatamento diminua gradativamente. A responsabilidade para manter a diversidade biológica deve partir do consumo sustentável de cada cidadão. Porém, isso só será possível se houver a real conscientização e a notoriedade por parte das pessoas. O planeta não precisa de nós. Nós é que precisamos dele.


Artigo por Bruna Oliva

Pelos diretos dos animais

O Código Federal de Bem-Estar Animal, sob autoria do Deputado Federal Ricardo Tripoli, luta pelo direito dos animais, vedando práticas como experimentação e controle populacional dos mesmos em meio urbano.


Para entrar em vigor, o Código Federal de Bem-Estar Animal precisa do apoio das pessoas, já que muitos parlamentares não se importam com a vida animal. Através do site Lei de Proteção Animal , você pode deixar sua assinatura, de forma que o código seja aprovado rapidamente.


Até o momento, cerca de 33 mil assinaturas foram colhidas. Precisamos de 500 mil! Vamos assinar e repassar para outras pessoas. Assim, chegaremos logo ao número esperado.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Parabéns, meu caldeirão!


Hoje, 21 de abril, o Estádio de São Januário, chamado por nós vascaínos de “caldeirão”, completa 83 anos.

Palco de momentos históricos e títulos emocionantes, São Januário foi construído com verbas dos próprios torcedores. Por isso, quando falamos que a torcida vascaína é uma das mais apaixonadas, não é mero fanatismo.

Em comemoração com o aniversário do estádio, o site oficial do Vasco, fez uma campanha para que os torcedores enviassem uma foto em São Januário. Estas vão aparecer no Flickr oficial do Vasco, em uma galeria especial. Enviei a foto que está ao lado, tirada durante uma breve passagem por São Januário, em setembro de 2009.

Começando...

Olá!

Enfim, depois de muito tempo planejando, resolvi botar em prática a criação de um blog. Além de expressar minhas ideias, pretendo utiliza-lo como um portfólio, o qual eu postarei textos e projetos feitos por mim.